Devaneios


Um dia sem computadores

...

 

Para quem lembra, no dia 1º de março postei sobre o Shutdown Day – a campanha por um dia sem o uso de computadores (quem não viu ou não lembra, é só clicar no link). Desculpe se este post parecer muito com o dos “miguxos do meu querido blog”, mas, como pede a campanha, segue abaixo um depoimento sobre as 24 horas de abstinência.

 

Parte I Parte II



Escrito por Joel Minusculi às 10h24
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Uma questão de gêneros

...

...

Numa dessas conversas informais, quando estamos de bobeira, minha amiga Gabriela Forlin levantou a seguinte questão: Por que não existem zonas* para mulheres?

 

Dos diversos locais existentes para a satisfação carnal do ser, conhecidos como zonas, todos eles são direcionados ao público masculino. Um dos motivos deve ser porque as mulheres, na maioria dos casos, são menos recusadas que homens. Logo, aqui se encaixa a velha lei da “oferta e procura”. Não que não existam os acompanhantes femininos, mas o ambiente de uma zona lembra, na maioria delas, um bar – habitat natural masculino-desolado.

 

Também é preciso considerar que as “acompanhantes de luxo”, “executivas” e “universitárias” não se enquadram na categoria de zona, pois em zona, sem querer menosprezar, os serviços são oferecidos a quem não tem tanto dinheiro para desembolsar – é possível fazer a seguinte relação: quanto maior o benefício multiplicado pelos dotes da prestadora, maior será o preço.

 

Não se pode deixar de lado o conceito histórico da questão. Como a mais antiga profissão da humanidade, os serviços pessoais oferecidos por essas mulheres são reconhecidos desde Maria Madalena, passando pelas Gueixas na Ásia, os cabarés no melhor estilo Moulin Rouge na Europa, até o moderno sistema de compra de noivas chinesas pela internet.

 

Assim, é tida a seguinte constatação: os homens não são tão bons quando as mulheres na arte da sedução e, sem isso, não conseguem oferecer e “vender” seu produto tão bem. Já a maioria das mulheres tem noção da influência de suas curvas num rítmico e hipnotizante balançar, do falar manso ao pé do ouvido, daquele sorrisinho maroto quando pedem algo... certo, acho que todos entenderam.

 

* Zonas – Popularmente conhecidas como inferninhos. Locais onde uma garrafa de cerveja custa, em média, R$ 8,00, há muitos caminhões estacionados na frente, possui um biombo estrategicamente posicionado na porta de entrada e uma iluminação rubra. Caracterizado também pela semelhança com os botecos em sua parte “comum” e com motéis com sérias restrições financeiras em sua parte “vip”. Diferente das casas de diversão noturna, o preço dos serviços oferecidos é acessível às mais baixas camadas sociais. Podem também ser reconhecidas como “Wiskerias”, apesar de não apresentarem uma carta de wiske com mais de duas variedades.

 



Escrito por Joel Minusculi às 11h07
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Fim do ano

natal

 

 

Acho que já estou atrasado para escrever a minha carta para o Papai Noel... Mal começou novembro e já vejo muitas fachadas trepidando com centenas de lampadazinhas. Todas as lojas também tiraram do fundo do estoque aqueles enfeites e cacarecos de decoração. Enquanto isso, os presépios começam a ser armados e aquele cheiro verde de pinheiro começa a se espalhar pelos ambientes. O ano ainda não acabou, mas espero que, mesmo com tudo o que passou até agora, o pessoal consiga lembrar o verdadeiro sentido da visita do bom velhinho.

 

Joel Minusculi

Que sempre corre para a janela ver a rua quando ouve musica de Natal



Escrito por Joel Minusculi às 18h54
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Era uma vez...

...

 

Lembro que o dia de hoje era uma coisa especial. Existiam propagandas na TV com corredores e mais corredores de brinquedos. Soldadinhos de plástico, carrinhos de fricção e figuras de ação povoavam o meu imaginário e querer nesta data. Um mundo a parte, dos brinquedos e brincadeiras sem preocupação, cheio de heróis e fantasias, onde era possível ser quem você quisesse.

 

Mas as coisas mudaram e muito. Nas propagandas, os brinquedos deram lugar a celulares, tocadores de MP3, aparelhos de DVD, e tudo o mais que possue muitas siglas cheias de consoantes. Tudo agora é digitalmente virtual. As boas peladas de futebol, com caneladas e muita roupa suja, se resumiram a apertar botões em seqüência. Brincar de polícia e ladrão, ao invés de ser ao redor de casa ou em vastas pastagens, agora é dentro de casa na frente de um computador.

 

Apesar de a tecnologia ser muito útil e prática, tenho certeza que as crianças de hoje não têm a mesma diversão que eu tive....

 

Joel Minusculi

Que, apesar de não ser tão velho assim ainda, está num momento saudosista

 

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!!!

 



Escrito por Joel Minusculi às 13h46
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A filosofia do Pão e Saia

hum...

 

Estava eu a caminhar por uma das ruas mais movimentadas da cidade. Era noite e junto com um amigo fui para a padaria. Sete pãezinhos na sacola e uma carteira com algumas moedas de centavos disputavam o meu querer e meu poder comprar. Vida de universitário mesmo, fazer o que? Total a pagar R$ 1,75. Cinco moedas de R$ 0,25 e uma de R$ 0,50. Conta acertada, de volta para o apartamento.

 

Durante o percurso, meu amigo e eu discutíamos sobre a pindaíba universitária, até parar a frente de uma vitrine, que normalmente paramos para dar risadas. Era de uma loja de nome, com grifes renomadas e tudo o mais que aqueles chatos da moda entendem. Até que as cifras chamaram a atenção. “Veja! Como uma sainha daquele tamanho custa R$ 80,00?”, indagou meu amigo sobre uma peça que não era maior que um pano de prato. Parei para ver os detalhes da peça, se encontrava diamantes incrustados ou alguma fivela folhada a ouro. Mas o que encontrei foram mais cifras.

 

Bem pequena, sob o preço que meu amigo viu, havia uma soma e uma multiplicação sem resultado: “1+5 X sem juros de”. Quando mostrei o detalhe, meu amigo ficou mais frustrado com o preço total. Numa conta rápida, tudo totalizava R$ 480,00, por um pedaço de jeans em forma de uma micro saia, com não mais de um metro quadrado de tecido. Levando em consideração que cada pãozinho da minha sacola de papel custa R$ 0,25, esse paninho poderia comprar 1920 unidades.

 

Meu consumo de pão diário, com mais dois amigos, totaliza 7. Nós, nos últimos tempos, trocamos o pão de forma, que começou a custar R$ 3,00 a unidade. Logo, aquela pequena fortuna seria suficiente para 274 dias de deliciosos e nutritivos pãezinhos, ou mesmo, caso eu quisesse me dar o luxo do meu pão preferido, seriam 160 dias de pão de forma.

 

É nessa hora que eu me pergunto:

 

Será pior o preço que cobram ou saber que existe gente que paga isso por uma saia, enquanto eu acho um absurdo o preço do pão de forma por R$ 3,00?



Escrito por Joel Minusculi às 12h21
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Onde está a minha bazuca?

 

Sem nenhum compromisso (urgente) numa manhã típica de inverno no sul, a situação é propícia para ficar mais alguns minutos na cama, envolver-se nos cobertores e afundar no colchão. O conforto da situação é convidativo e a paz reina... até que um filho de uma senhora que não tem culpa dele ser assim se candidata a um cargo político, coloca um carro de som na rua todos os dias pela manhã, em alto e bom som evocando o nome dele. E como pombas espantadas no parque, o meu sono tranqüilo vai-se embora.

 

É nessas horas que eu me pergunto:

 

Por que eu não tenho uma bazuca nessas horas?



Escrito por Joel Minusculi às 10h41
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