Contradição do destino

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Meu amigo Thiago Floriano postou em seu blog - o Um Momento!: “Rock (?) Sem álcool (??) (...) Coldplay veio ao Brasil e criou uma certa polêmica. Proibiu que fosse comercializada cerveja durante o espetáculo (...)”.

 

Clique aqui e confira o restante do post ou aqui para conferir a matéria no Terra.

 

Não que este fato já não seja peculiar, mas outro detalhe torna isso um tanto quanto irônico. É que a cerveja Sol (aquela, nem forte, nem fraca, mas totalmente sonsa) promoveu a promoção “Solte a voz”.

 

Clique aqui e confira o site da cerveja.

 

Os participantes teriam que enviar vídeos de suas performances, de sucessos do Coldplay, no estilo “embromation”. A promoção já acabou, os vídeos foram julgados e os vencedores contemplados.

 

Não sou publicitário (cof cof), mas penso que a campanha e a cerveja ficam numa posição constrangedora nessa...

 

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Puritanismo a parte, seria até um descaso curtir as músicas do Coldplay alcoolizado.



Escrito por Joel Minusculi às 12h45
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Desculpa para postar mulher bonita

Angelina Jolie adota mais uma criança, desta vez, vietnamita

 

A atriz Angelina Jolie entrou com um processo para adotar uma criança vietnamita, informou o governo do país asiático hoje.

 

Uma agência norte-americana de adoção que representa a estrela hollywoodiana entregou a documentação à Agência Internacional de Adoção do Vietnã, disse Vu Doc Long, diretor do órgão. Não foram revelados detalhes do processo de adoção.

 

No último Dia de Ação de Graças, em novembro do ano passado, o casal fez uma visita-surpresa ao Vietnã, onde eles visitaram um orfanato nas proximidades da cidade de Ho Chi Minh.

 

Jolie, que tem uma filha de nove meses (Shiloh) com o ator Brad Pitt, já adotou uma criança cambojana (Maddox, de cinco anos) e uma etíope (Zahara, dois anos).

 

Fonte: G1.com.br

...

 

[Clique na imagem e encontre uma galeria cheia de fotos da Jolie]



Escrito por Joel Minusculi às 16h06
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Campanha

International Shutdown Day

 

Existe vida além desse mundo contido dentro da tela que você contempla nesse exato momento? O pessoal do Shutdown Day - http://www.shutdownday.org/ - acredita que sim e, por isso, criou o Desligamento de 24 de Março de 2007. A iniciativa quer descobrir quantas pessoas conseguem passar um dia inteiro sem computador e o que irá acontecer se todas participarem.

 

O lado bom que a data cai num sábado, dia relativamente de folga e propício para marcar alguma coisa com os amigos - incluiria nesta campanha ainda a televisão, menos se for para ver um filme.

 

É evidente que a vida seria muito mais difícil sem computadores, talvez impossível hoje em dia. Como você lidaria com o desaparecimento das máquinas por apenas um dia? Desligue seu computador neste dia e descubra! Você consegue sobreviver por 24 horas sem seu computador?

 

Fique ligado, quer dizer, desligado, para acompanhar, aqui, no dia 25 de março, o resultado disso. Eu já me inscrevi. E você?



Escrito por Joel Minusculi às 09h18
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Ciberliteratura

Projeto Democratização da Leitura - Índice do Fórum

 

Internet também é cultura

 

Assim pensam os participantes do Projeto Democratização da Leitura (PDL). A iniciativa está na grande rede na forma de um grande fórum, onde há a discussão. Além disso, neste espaço também, tudo está organizado nas principais categorias literárias, em que são disponibilizados, principalmente, obras de autores ainda não renomados.

 

http://www.portaldetonando.com.br/forumnovo/portal.php

 

O site, na verdade, não hospeda os arquivos, só concentra os links dispersos de outros servidores – uma estratégia para fugir de dispositivos da justiça por direitos autorais. Apesar de conter também obras mais renomadas, como os livros de Charles Dickens, o PDL incentiva a compra da versão em papel do que oferece. Prova disso é o sistema de busca de compra por livros, que procura as ofertas mais em conta disponíveis.

 

Abaixo, duas dicas de leitura bem interessantes. É só clicar sobre a capa do livro, procurar no servidor que abrir a palavra “download” ou “download file” e baixar. Vale a pena conferir!

 

Homem: Manual da Proprietária

 


Encontrar o homem dos seus sonhos não e das tarefas mais fáceis. Este manual dá dicas que podem facilitar a procura e também auxiliar a resolver pequenos problemas de ordem domestica.

Mulher: Manual do Proprietário

 

 

Atordoado com tantas garantias de felicidade, você acredita cegamente que ela está pronta para atender aos seus sonhos mais elevados e aos seus mais primitivos instintos. Cuidado!

 



Escrito por Joel Minusculi às 09h32
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Categoria: Escrituraria
Escrito por Joel Minusculi às 10h45
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Primeira Parte

Memórias de um (quase) cárcere

Era segunda-feira, muito cedo ainda, antes mesmo do comércio da pequena cidade Presidente Getúlio, interior do Estado, abrir. Mas dona Maria já estava no batente do dia-a-dia doméstico. Ajudar a filha mais nova se arrumar para o primeiro dia do ano de aula, separar a roupa para lavar, pensar no almoço do dia, entre outras rotinas básicas. Apesar da dificuldade de tirar a caçula da cama, tudo estava normal, até que o telefone toca.

 

Dona Maria atende uma chamada a cobrar. Normalmente ela desligaria na hora, mas, depois que seu filho do meio, Joel, foi morar no litoral para a faculdade, qualquer toque do telefone era um contato em potencial, principalmente por estar longe e já eram dois dias desde a última ligação. A expectativa pelo término da mensagem automática era irritantemente empolgante, para saber quem poderia ser.

 

Do outro lado, uma voz fraca e intercalada por gemidos de choro pede: Mãe, mãe, é você? Desconcentrada e pelo repentino apelo, do jeito que só um filho saberia fazer, dona Maria indaga receosa: Joel? É você filho? O que deu? Num primeiro momento ela ficou confusa, afinal, é difícil receber ligações tão cedo. Mas a comoção pela voz em pranto e o vocativo materno foram mais fortes.

 

O que tá acontecendo, Joel? Por que você está chorando? Tentou saber a mãe, já com o coração se debatendo dentro do peito, como um animal selvagem preso numa gaiola. Eu... Eu tô aqui preso dentro de um barracão... uns caras me pegaram na rua e me trancaram... falaram que, se não pagaram, vão tacar fogo em mim vivo... explicou a voz trêmula. No mesmo instante, dona Maria foi acometida – já que é impossível descrever o pânico após o suspiro profundo que faz jorrar lágrimas – por um aperto no peito que chegava à alma.

 

Do outro lado da linha, a voz debilitada foi substituída por brados inquisidores: Não mete polícia no meio, arruma uma grana e deposita na conta XXXXXXX-XX. Anotou? Vou repetir... Sem polícia e grana na conta XXXXXXX-XX, ou vamo tacá foco no chorão. E se o celular dele toca antes de ter a grana, ele ta fudido! Mesmo com a pulsação indicativa do fim da ligação, que insistia em competir com as batidas do coração de dona Maria, a mãe não tinha coragem de colocar o telefone no gancho.

 

Impotente, ela não conseguia assimilar muito bem a situação. Além de já ser naturalmente preocupada e com alguns pequenos problemas de stress, o choque deixou em pane todo o sistema nervoso de dona Maria. Ela pensou no seu filho Joel, de ela ter avisado que não era bom ele ir fazer faculdade longe de casa, de que a vida é dura da porta para fora...  As lagrimas então verteram com a mesma intensidade do desespero.

 

Então, num lapso de consciência, decidiu ligar para o seu outro filho, mais velho e já casado, Alex, já que seu marido estava numa viagem a trabalho bem longe dali. Dona Maria respirou fundo, tentou controlar o turbilhão de pensamentos ruins e resumiu o caso para Alex. Surpreso com a torrente de fatos, logo pela manhã, o filho mais velho tentou acalmar a mãe, enquanto essa se debulhava em lágrimas.

 

Alguns minutos depois que Alex pensou um pouco sobre a situação, ele decidiu ligar para o celular do irmão, já que dona Maria não havia citado o detalhe ameaçador sobre “se o celular dele toca antes de ter a grana, ele ta fudido”. A ligação foi completada rapidamente e atendida em três toques.

 

(continua abaixo)



Escrito por Joel Minusculi às 09h50
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Segunda Parte

(continuação)

 

- Joel, onde você tá?

- Eu tô em casa, bem na minha cama ainda, acabasse de me acordar seu ****.

- Tá em casa mesmo?

- Claro né? Onde mais estaria a essa hora, com voz de sono e bocejando...

- Tem certeza? Não tão te obrigando a falar isso?

- Tão me obrigando a acordar cedo, mas isso eu resolvo se desligar o celular!

- Não! É que ligaram pra mãe e disseram que te seqüestraram.

- Como assim?

- Como assim digo eu. Tem certeza que não tão com um 9 mm apontada pra tua cabeça, te obrigando a dizer que está tudo bem?

- Ligaram pra ela e disseram que pegaram você, que você estava chorando ao telefone. Se não pagássemos, eles iam te matar.

- ...

- É. Ligaram bem cedo. Daí a mãe tá lá, toda desesperada e eu fui ver, por acaso, onde tinha ficado teu celular para ver mais detalhes do seqüestro, se os carinha que moram contigo sabiam de alguma coisa...

- Ta! Não podiam simplesmente ligar pra mim e confirmar, antes de ficar desesperados?

- Também, né? Mas tu sabe como a mãe é...

- É... bem sei.

- Mas, então, seguinte: não tais mesmo seqüestrado e tão te mandando ficar calmo...

- Eu vou te mandar a **** se tu não parar com isso! Não lesse a Veja de semana passada que era sobre isso? Ou viu o Fantástico sobre o golpe do telefone?

- Ah! Não li não... Mas tu também é um bocó mesmo. Desde quando não liga para a mãe?

- Sábado, ao meio-dia...

- ...

- Tá, eu vou ligar pra ela agora e tentar acalmar a situação.

- Beleza, ela tá desesperada lá com as vizinhas acudindo.

- (Pensando) Nossa, fui vítima de um dos seqüestros mais rápidos da história. Nem me dei conta que fui levado, preso e solto...

 

(continua abaixo)



Escrito por Joel Minusculi às 09h49
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Terceira Parte

(continuação)

 

Mesmo com a ligação do filho Joel verdadeiro, dona Maria não acreditou que tudo estivesse bem. A teoria de que ele era obrigado a acalmar a situação e por sempre desconfiar do que os filhos falassem não deixavam os nervos da mãe se acalmar. Durante toda aquela manhã de segunda-feira, os celulares e telefones da família não acalmaram, assim como o sentimento materno.

 

Alex, depois da segunda ligação para o irmão, percebeu que tudo estava bem, já que a velha “intriga” entre temperava as conversas. Dona Maria ainda se recupera do trauma de ter sido comovida pelo choro e “jurar ser seu filho mesmo” em desespero. Agora, cada vez que o telefone em sua casa toca, é como se fosse a trombeta de um arauto do apocalipse. Talvez ela só se acalme ao ver e abraçar pessoalmente o filho do meio, já que ela sempre diz: “Sou como Tomé: Só acredito vendo”.

 

Fim do fato principal de segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007.



Escrito por Joel Minusculi às 09h48
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Seqüestro

=P

 

Hoje não tem post, porque, pela manhã, eu descobri que fui seqüestrado. Não entendeu? Nem eu ainda, mas amanhã explico.



Escrito por Joel Minusculi às 12h12
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Uma questão de gêneros

...

...

Numa dessas conversas informais, quando estamos de bobeira, minha amiga Gabriela Forlin levantou a seguinte questão: Por que não existem zonas* para mulheres?

 

Dos diversos locais existentes para a satisfação carnal do ser, conhecidos como zonas, todos eles são direcionados ao público masculino. Um dos motivos deve ser porque as mulheres, na maioria dos casos, são menos recusadas que homens. Logo, aqui se encaixa a velha lei da “oferta e procura”. Não que não existam os acompanhantes femininos, mas o ambiente de uma zona lembra, na maioria delas, um bar – habitat natural masculino-desolado.

 

Também é preciso considerar que as “acompanhantes de luxo”, “executivas” e “universitárias” não se enquadram na categoria de zona, pois em zona, sem querer menosprezar, os serviços são oferecidos a quem não tem tanto dinheiro para desembolsar – é possível fazer a seguinte relação: quanto maior o benefício multiplicado pelos dotes da prestadora, maior será o preço.

 

Não se pode deixar de lado o conceito histórico da questão. Como a mais antiga profissão da humanidade, os serviços pessoais oferecidos por essas mulheres são reconhecidos desde Maria Madalena, passando pelas Gueixas na Ásia, os cabarés no melhor estilo Moulin Rouge na Europa, até o moderno sistema de compra de noivas chinesas pela internet.

 

Assim, é tida a seguinte constatação: os homens não são tão bons quando as mulheres na arte da sedução e, sem isso, não conseguem oferecer e “vender” seu produto tão bem. Já a maioria das mulheres tem noção da influência de suas curvas num rítmico e hipnotizante balançar, do falar manso ao pé do ouvido, daquele sorrisinho maroto quando pedem algo... certo, acho que todos entenderam.

 

* Zonas – Popularmente conhecidas como inferninhos. Locais onde uma garrafa de cerveja custa, em média, R$ 8,00, há muitos caminhões estacionados na frente, possui um biombo estrategicamente posicionado na porta de entrada e uma iluminação rubra. Caracterizado também pela semelhança com os botecos em sua parte “comum” e com motéis com sérias restrições financeiras em sua parte “vip”. Diferente das casas de diversão noturna, o preço dos serviços oferecidos é acessível às mais baixas camadas sociais. Podem também ser reconhecidas como “Wiskerias”, apesar de não apresentarem uma carta de wiske com mais de duas variedades.

 



Categoria: Devaneios
Escrito por Joel Minusculi às 11h07
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