Para a posteridade

[Clique na imagem e encontre uma galeria cheia de fotos da Jolie] Escrito por Joel Minusculi às 16h06[] [envie esta mensagem] [link] Campanha Existe vida além desse mundo contido dentro da tela que você contempla nesse exato momento? O pessoal do Shutdown Day - http://www.shutdownday.org/ - acredita que sim e, por isso, criou o Desligamento de 24 de Março de O lado bom que a data cai num sábado, dia relativamente de folga e propício para marcar alguma coisa com os amigos - incluiria nesta campanha ainda a televisão, menos se for para ver um filme. É evidente que a vida seria muito mais difícil sem computadores, talvez impossível hoje Fique ligado, quer dizer, desligado, para acompanhar, aqui, no dia 25 de março, o resultado disso. Eu já me inscrevi. E você? Escrito por Joel Minusculi às 09h18[] [envie esta mensagem] [link] Ciberliteratura Internet também é cultura Assim pensam os participantes do Projeto Democratização da Leitura (PDL). A iniciativa está na grande rede na forma de um grande fórum, onde há a discussão. Além disso, neste espaço também, tudo está organizado nas principais categorias literárias, em que são disponibilizados, principalmente, obras de autores ainda não renomados. http://www.portaldetonando.com.br/forumnovo/portal.php O site, na verdade, não hospeda os arquivos, só concentra os links dispersos de outros servidores – uma estratégia para fugir de dispositivos da justiça por direitos autorais. Apesar de conter também obras mais renomadas, como os livros de Charles Dickens, o PDL incentiva a compra da versão em papel do que oferece. Prova disso é o sistema de busca de compra por livros, que procura as ofertas mais em conta disponíveis. Abaixo, duas dicas de leitura bem interessantes. É só clicar sobre a capa do livro, procurar no servidor que abrir a palavra “download” ou “download file” e baixar. Vale a pena conferir!
Escrito por Joel Minusculi às 09h32[] [envie esta mensagem] [link] Categoria: Escrituraria Escrito por Joel Minusculi às 10h45[] [envie esta mensagem] [link] Primeira Parte Memórias de um (quase) cárcere
Era segunda-feira, muito cedo ainda, antes mesmo do comércio da pequena cidade Presidente Getúlio, interior do Estado, abrir. Mas dona Maria já estava no batente do dia-a-dia doméstico. Ajudar a filha mais nova se arrumar para o primeiro dia do ano de aula, separar a roupa para lavar, pensar no almoço do dia, entre outras rotinas básicas. Apesar da dificuldade de tirar a caçula da cama, tudo estava normal, até que o telefone toca. Dona Maria atende uma chamada a cobrar. Normalmente ela desligaria na hora, mas, depois que seu filho do meio, Joel, foi morar no litoral para a faculdade, qualquer toque do telefone era um contato em potencial, principalmente por estar longe e já eram dois dias desde a última ligação. A expectativa pelo término da mensagem automática era irritantemente empolgante, para saber quem poderia ser. Do outro lado, uma voz fraca e intercalada por gemidos de choro pede: Mãe, mãe, é você? Desconcentrada e pelo repentino apelo, do jeito que só um filho saberia fazer, dona Maria indaga receosa: Joel? É você filho? O que deu? Num primeiro momento ela ficou confusa, afinal, é difícil receber ligações tão cedo. Mas a comoção pela voz em pranto e o vocativo materno foram mais fortes. O que tá acontecendo, Joel? Por que você está chorando? Tentou saber a mãe, já com o coração se debatendo dentro do peito, como um animal selvagem preso numa gaiola. Eu... Eu tô aqui preso dentro de um barracão... uns caras me pegaram na rua e me trancaram... falaram que, se não pagaram, vão tacar fogo em mim vivo... explicou a voz trêmula. No mesmo instante, dona Maria foi acometida – já que é impossível descrever o pânico após o suspiro profundo que faz jorrar lágrimas – por um aperto no peito que chegava à alma. Do outro lado da linha, a voz debilitada foi substituída por brados inquisidores: Não mete polícia no meio, arruma uma grana e deposita na conta XXXXXXX-XX. Anotou? Vou repetir... Sem polícia e grana na conta XXXXXXX-XX, ou vamo tacá foco no chorão. E se o celular dele toca antes de ter a grana, ele ta fudido! Mesmo com a pulsação indicativa do fim da ligação, que insistia em competir com as batidas do coração de dona Maria, a mãe não tinha coragem de colocar o telefone no gancho. Impotente, ela não conseguia assimilar muito bem a situação. Além de já ser naturalmente preocupada e com alguns pequenos problemas de stress, o choque deixou em pane todo o sistema nervoso de dona Maria. Ela pensou no seu filho Joel, de ela ter avisado que não era bom ele ir fazer faculdade longe de casa, de que a vida é dura da porta para fora... As lagrimas então verteram com a mesma intensidade do desespero. Então, num lapso de consciência, decidiu ligar para o seu outro filho, mais velho e já casado, Alex, já que seu marido estava numa viagem a trabalho bem longe dali. Dona Maria respirou fundo, tentou controlar o turbilhão de pensamentos ruins e resumiu o caso para Alex. Surpreso com a torrente de fatos, logo pela manhã, o filho mais velho tentou acalmar a mãe, enquanto essa se debulhava em lágrimas. Alguns minutos depois que Alex pensou um pouco sobre a situação, ele decidiu ligar para o celular do irmão, já que dona Maria não havia citado o detalhe ameaçador sobre “se o celular dele toca antes de ter a grana, ele ta fudido”. A ligação foi completada rapidamente e atendida em três toques.
(continua abaixo) Escrito por Joel Minusculi às 09h50[] [envie esta mensagem] [link] Segunda Parte (continuação) - Joel, onde você tá? - Eu tô em casa, bem na minha cama ainda, acabasse de me acordar seu ****. - Tá em casa mesmo? - Claro né? Onde mais estaria a essa hora, com voz de sono e bocejando... - Tem certeza? Não tão te obrigando a falar isso? - Tão me obrigando a acordar cedo, mas isso eu resolvo se desligar o celular! - Não! É que ligaram pra mãe e disseram que te seqüestraram. - Como assim? - Como assim digo eu. Tem certeza que não tão com um - Ligaram pra ela e disseram que pegaram você, que você estava chorando ao telefone. Se não pagássemos, eles iam te matar. - ... - É. Ligaram bem cedo. Daí a mãe tá lá, toda desesperada e eu fui ver, por acaso, onde tinha ficado teu celular para ver mais detalhes do seqüestro, se os carinha que moram contigo sabiam de alguma coisa... - Ta! Não podiam simplesmente ligar pra mim e confirmar, antes de ficar desesperados? - Também, né? Mas tu sabe como a mãe é... - É... bem sei. - Mas, então, seguinte: não tais mesmo seqüestrado e tão te mandando ficar calmo... - Eu vou te mandar a **** se tu não parar com isso! Não lesse a Veja de semana passada que era sobre isso? Ou viu o Fantástico sobre o golpe do telefone? - Ah! Não li não... Mas tu também é um bocó mesmo. Desde quando não liga para a mãe? - Sábado, ao meio-dia... - ... - Tá, eu vou ligar pra ela agora e tentar acalmar a situação. - Beleza, ela tá desesperada lá com as vizinhas acudindo. - (Pensando) Nossa, fui vítima de um dos seqüestros mais rápidos da história. Nem me dei conta que fui levado, preso e solto... (continua abaixo) Escrito por Joel Minusculi às 09h49[] [envie esta mensagem] [link] Terceira Parte (continuação) Mesmo com a ligação do filho Joel verdadeiro, dona Maria não acreditou que tudo estivesse bem. A teoria de que ele era obrigado a acalmar a situação e por sempre desconfiar do que os filhos falassem não deixavam os nervos da mãe se acalmar. Durante toda aquela manhã de segunda-feira, os celulares e telefones da família não acalmaram, assim como o sentimento materno. Alex, depois da segunda ligação para o irmão, percebeu que tudo estava bem, já que a velha “intriga” entre temperava as conversas. Dona Maria ainda se recupera do trauma de ter sido comovida pelo choro e “jurar ser seu filho mesmo” Fim do fato principal de segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007. Escrito por Joel Minusculi às 09h48[] [envie esta mensagem] [link] Seqüestro
Hoje não tem post, porque, pela manhã, eu descobri que fui seqüestrado. Não entendeu? Nem eu ainda, mas amanhã explico. Escrito por Joel Minusculi às 12h12[] [envie esta mensagem] [link] Uma questão de gêneros
Categoria: Devaneios Escrito por Joel Minusculi às 11h07[] [envie esta mensagem] [link] |
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