Antes que as férias cheguem

Chega então o momento de voltar para o lar. Depois de mais um semestre da faculdade – o quarto para ser mais exato – e com a proximidade do final de ano, vou para a pacata Presidente Getúlio, meu refúgio do mundo real. Sim, vou sair do litoral para o interior, já que meu sistema de moradia é de estudante, válido somente até o inicio da temporada.
Infelizmente, graças ao encaixotamento de coisas aqui, a viagem no sábado, a arrumação das coisas lá e alguns outros encaminhamentos, ficarei longe deste espaço por um certo tempo. Mas prometo que, assim que conseguir uma conexão, seja por boa vontade dos amigos ou alguma forma de acesso em casa, volto a postar.
Ultimamente a rotina “blogueira” estava a todo vapor, já que a dedicação em postar pelo menos uma coisa por dia foi cumprida. Já que isso não vai ser possível, enquanto isso revire o blog. Confira tudo que há nas categorias, faça uma análise de conjuntura dos meus textos de seis meses atrás... ou simplesmente aproveite um pouco de ar puro longe desses computadores.
Antes de terminar, gostaria de deixar algumas dicas de leitura para estas férias. Um pouco diferente dos demais espaços que deixaram sugestões de livros, filmes e roteiros, vou deixar o endereço dos principais blogs de amigos e amigas que estiveram presentes durante todo o movimento “bloguista” deste ano. Agora:
- Para quem, mesmo nas férias, gosta de se manter informado sobre o mundo da comunicação e outras coisas legais, é só conferir Monitorando, do Rogério Christofoletti – http://www.monitorando.zip.net
- Para os cinéfilos de plantão e para os indecisos sobre o que assistir tem o Zinema. Aquilo que os críticos não dizem, através de toda a espontaneidade de Luciana da Cunha – http://www.zinema.zip.net
- Para quem está com os sentimentos aflorados, gosta de compartilhar impressões e quer ver uma visão interessante dos assuntos do coração é só conferir o Invisível Particular, da Marina Melz - http://www.invisivelparticular.zip.net/
- Para quem gosta de histórias de ação, suspense e mortes, a Janela Secreta tem tudo isso e muito mais, com os contos escritos pelo Rafael Waltrick - http://www.janelasecreta.zip.net/
- Para os que são interessados numa discussão do cotidiano e acreditam que “a vida é o que a gente vê dela”, o Rafael Augusto mostra um pouco de tudo nos seus textos e videocrônicas – http://www.rafaeuso.zip.net/
- Para os que têm uma trilha sonora para a vida e gostam de conhecer bandas novas que surgem pelo Mundo, o Vinicius Batista reúne tudo isto dentro do Arcoirá - http://www.arcoira.blogspot.com/
No mais, nada mais. Até mais!
Joel Minusculi
Que não tinha noção do peso da sua biblioteca particular
Escrito por Joel Minusculi às 11h14
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Carta / E-mail

Querido Papai Noel
Primeiro deixe-me explicar: este ano não vou mandar minha carta manuscrita, pois não traço mais letras, mas sim garranchos somente decifráveis por algum arqueólogo. Então, já que a tendência é a modernização, mando os meus tradicionais escritos natalinos por e-mail mesmo e também vou publicar no meu blog, tudo bem? Mesmo assim, queria escrever algo diferente este ano.
Bem, vamos ao que interessa. Como já falei, a tendência é a modernização, que resulta num desenvolvimento. Mas, infelizmente, percebo que nos últimos Natais a coisa não deve estar fácil para você, não é mesmo? Principalmente no que diz respeito à conseguir e cumprir os pedidos, das crianças cada dia mais moderninhas e descoladas.
Lembro que nos meus pedidos anteriores, eu ficava feliz com uma bola, um soldado articulado... Acabei de lembrar! Naquele ano, que meus pais disseram que você estava com problemas financeiros. Mas eu não acreditei e pedi, mesmo assim, na carta a minha bicicleta. E está aqui, no meu joelho esquerdo, a cicatriz da primeira tentativa de pedalada que dei na minha BMX Monark, naquela manhã de 25 de dezembro 1992.
Hoje cresci, tenho 20 anos e a vida me força a abandonar esses pequenos prazeres “infantis” – mas parece que o mesmo já acontece com as crianças de seis anos. Estas que querem crescer o mais rápido possível, ter e fazer as mesmas coisas dos adultos. Com isso acabam encontrando os mesmos problemas, fora daquele mundo tão bom de brincadeiras simples.
A concorrência deve ser braba! Para entrar com seus brinquedos aqui no Brasil, já que o senhor mora aí no Polo Norte, nem quero imaginar o tanto de impostos de importação. Também tem os muambeiros do Paraguai que querem, além de tomar o mercado, substituir seu saco de presentes por aquelas sacolas socadas de coisas eletrônicas, piscantes e que perdem a graça antes de acabar o panetone.
Mesmo com muitos malucos – que acreditam na Igreja Universal, em correntes de e-mail e até no presidente – dizendo que o senhor não existe, eu insisto em mandar meus sonhos e quereres. Apesar do senhor não ter cumprido muitos deles – como aquela Ilha no Pacífico Sul que pedi há dois anos – o senhor me deu muitas coisas que compensaram, por isso, muito obrigado!
Assim sendo, já que o limite de caracteres está chegando a seu fim, queria desejar para o senhor, além dos tradicionais votos de final de ano, muita sorte para continuar com sua heróica empreitada. Pois vivo o mesmo impasse de fazer muitas coisas com pessoas desmerecendo o valor que elas têm... É isso então, no mais, nada mais, até mais!
Joel Minusculi
Que acredita, além do Papai Noel, em qualquer um que tenha um objetivo e persiste nisso.
PS: Mas se o senhor ainda conseguir aquela ilha pra mim, isso seria muito bom!
Escrito por Joel Minusculi às 11h43
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Economia

Por Érico Assis
A revista norte-americana Forbes, voltada para o mundo empresarial, anunciou esta semana a segunda edição da Forbes Fictional Fifteen – a lista dos 15 maiores bilionários da ficção.
A primeira edição, que tinha Papai Noel no topo, foi divulgada em 2002. Na nova versão, o bom velhinho saiu da lista. E por um bom motivo: os jornalistas receberam cartas de crianças dizendo que ele não é um personagem ficcional.
Os jornalistas Michael Noer e David M. Ewalt estimam as fortunas dos listados com base em seus excêntricos hábitos, às vezes com algum toque da realidade.
O novo líder da lista é Oliver "Daddy" Warbucks, pai adotivo da Pequena Órfã Annie. Os jornalistas apontam que suas indústrias, que fornecem armamento para o exército dos EUA, tiveram um crescimento gigantesco em função da guerra com o Iraque. Daddy tem uma fortuna estimada de 36,2 bilhões de dólares.
C. Montgomery Burns, o magnata de Os Simpsons, fica em segundo com 16,8 bilhões. Tio Patinhas, veja só, só entra em terceiro, com 10,9 bilhões – mas por um bom motivo: seguindo tendências recentes, doou parte de sua riqueza à Fundação Bill e Melinda Gates.
Clique aqui e continue a ler a matéria.
Fonte: Omelete
Escrito por Joel Minusculi às 14h18
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Categoria: Escrituraria
Escrito por Joel Minusculi às 22h59
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Posfácio - Como liquidar desilusões

Helena não é única. O “turbilhão de idéias”, que atormentou a protagonista de Como liquidar desilusões, é comum em muitas Helenas, Andréias, Lucianas, Alines, Marinas, Brunas, Camilas, Karinas, Carolinas, Jéssicas, Lilians... A personagem do conto foi construída através de diversos fragmentos, furtados de conversas ouvidas ao acaso de tais exemplares femininos.
Tudo isto delimitado por idéias surgidas numa conversa no fundo do ônibus, na volta da faculdade. O teclado do computador levou várias seções de espancamento, até que cada parte da história fosse concluída. Cada post era feito sem se ter a mínima noção do que fosse acontecer no seu sucessor. Assim a ficção imitou a realidade.
A personagem tomou vida própria. Apesar de muitos que acompanharam a história querem ter dado rumos, Helena mostrou a teimosia e a convicção feminina, pois, ao mesmo tempo em que estava decidida ao fim, não tinha certeza do que estava fazendo – um dos paradoxos mais comuns observados na maioria das mulheres, nesse “querer fazer não fazendo”, ou seja, que simplesmente aconteça.
Outro ponto que merece ser comentado diz respeito ao de as mulheres querem adivinhar os pensamentos masculinos. É certo que a “ogritude” dos homens deixa a entender uma falta de sensibilidade às vezes. Mas o mesmo pode ser observado no ego de muitas mulheres que, por medo de se ferirem, acabam se machucando bem mais por guardarem tudo só para elas.
Mas já que isto é um posfácio e não uma seção de psicanálise, como autor espero que tenham aproveitado a leitura, porque o mais importante que ter uma história é ter alguém para compartilhar a idéia. Por isso agradeço a todos que acompanharam este conto, mais uma pequena realização pessoal, feita através de tudo que aprendi até então.
No mais, nada mais. Até mais!
Joel Minusculi
Que espera escrever muitos contos ainda
Escrito por Joel Minusculi às 14h52
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