www.zinema.zip.net

 

=D

 

E nasce mais um filho da bloguesfera.

(16/06/2006) Surge o Zinema – O que os críticos não dizem. Projeto da minha amiga (e editora pessoal) Luciana da Cunha. Em seu primeiro post, ela já deixa sua marca “sutil” e avisa:

 

“A verdade deve ser dita! E já que as pessoas credenciadas para isso não cumprem com o seu papel de "crítico", eu fico com o trabalho sujo. Afinal, a Globo e a HBO não estão aqui pra me podar!”

 

Ah! O endereço: www.zinema.zip.net

Joel Minusculi

Que recomenda este blog porque a Luciana tem calibre para crítica!



Escrito por Joel Minusculi às 00h03
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Monstro sem pé (Vídeo)

Confira abaixo a história mais depressiva que roda pela web. O triste reflexo de uma sociedade consumista que força as pessoas a consumir, mas infelizmente nem todos podem usufruir das coisas (tá, viajei nessa). É só clicar sobre o player abaixo, dar play e esperar um pouco. É rapidinho e muito divertido!

 



Escrito por Joel Minusculi às 12h59
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Feliz Aniversário!!!

 

        

         Um ano. Parece pouca coisa, mas todos sabem o que pode acontecer em 365 dias. Nesse espaço (virtual), que você está agora, postei ao longo deste tempo os episódios transcritos da minha vida.

 

         Através de fatos pitorescos, frustrações amorosas, musas inspiradoras do dia-a-dia ou “doces brincadeiras”, você pode conferir o que acontece no cotidiano desde que escreve estas linhas: Joel Minusculi.

 

         Devaneios, alegrias, teorias, conversa fiada, sopapos, tropeços, tristezas e repúdios. Somados com um pouco de tempo livre e dedicação sem a certeza de retorno, abasteci essa quimera ideológica.

 

         Sim. A linguagem variou, e muito. Influência da minha formação pessoal e a pluralidade “leitural”. Busco um estilo e procuro melhorar a cada dia a imagem, não para agradar, só para superar.

 

         Certo, agora chega de frescura. Hoje, 14/06/2006, este Refúgio de um Foragido completa seu primeiro ano de existência. Desde o seu surgimento este lugar me proporcionou um espaço para que minhas maluquices pudessem se propagar.

 

         Superei a maldição do “primeiro ano do blog”: como acontece na bloguesfera, muitos blogs morrem logo nos primeiros meses. E nesse tempo, modéstia à parte, consegui produzir muitas coisas interessantes.

 

         Sim. Tenho muito ainda o que calibrar do meu português. É que eu psicografo muita coisa e, na afobação, acabo postando sem as devidas verificações. Tenho que melhorar isso.

 

         Para finalizar (este post): prometo que farei sempre o melhor nos textos e nas artes; espero que as minhas experiências possam ou continuem a ser úteis e; muito obrigado a todos que passaram/passam por aqui.

 

         No mais, nada mais e até mais.

 

Joel Minusculi

Que está muito feliz com o andamento deste seu projeto pessoal



Escrito por Joel Minusculi às 00h37
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E para quem quiser acompanhar uma boa opinião blogônica da copa, Marcelo Tas (o cara que trazia as respostas no Castelo Rá-Tim-Bum: “Porque sim, não é a resposta!”) entra no campo da bloguesfera para deixar seus posts sobre o mundial. Vale a pena conferir os Vídeo-posts, caso tenha banda-larga. Confira em: http://marcelotas.blog.uol.com.br/

 

Eu recomendo!



Escrito por Joel Minusculi às 00h14
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         E o Brasil amarelou! E não foi em campo, graças ao gol salvador do Kaká. Diferente da música do Rappa, não eram só os homens amarelos. Mulheres, crianças, velhos, fachadas, camisas e bandeiras eram amarelos. E o que já era amarelo antes, como faixas contínuas das estradas e uniformes dos garis, teve um destaque especial. É a riqueza do futebol.

 

         A esperança da vitória estava representada pelo verde. Estava juntinha do amarelo e dentro dos corações tupiniquins. Mesmo com todos os problemas do país, a natureza do brasileiro é ter fé na Seleção. O fruto das vitórias é degustado com prazer por cada torcedor. É a fome de gol.

 

         O azul e o branco, mais discretos e menos vistos, completavam o time de cores. A tranqüilidade e a paz reinaram pelas ruas durante os 90 minutos. No coração dos atentos telespectadores só depois do apito final. Aí sim tudo azul! E o Brasil não passou em branco no primeiro jogo. É a união da nação.

 

         Nem todos vestiram a camisa do Brasil, pois alguns diziam que os brasileiros não são dignos de usar, ou que ela só serve na copa. Apesar dos adversários, mesmo os internos, o país conseguiu a primeira vitória. Agora é só torcer pelo Brasil e para que as cores não desbotem.

 

Joel Minusculi

Que não vai comentar muito do jogo, já que existem blogs especializados nisso.



Escrito por Joel Minusculi às 23h57
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Agora é a nossa vez!

 

E hoje começa, realmente para o Brasil, a copa do mundo de 2006. A mídia, como de costume, já marca presença e não deixa ninguém fora do clima. Todos viram técnicos e árbitros. Os olhares ficam atentos nas terras germânicas, não só no balançar do amarelo dos cabelos das nativas, mas no flamular da nossa camisa canarinho. Mesmo que torcer pelo Brasil esteja fora de moda, eu mantenho o respeito à pátria amada. Eu faço parte da corrente: Brasil, rumo ao hexa! (e que se danem aqueles que dizem que se os brasileiros ganharem, mais uma vez, a copa vai perder a graça).

 

 

 

Joel Minusculi

Que não torce pelo Brasil só na copa



Escrito por Joel Minusculi às 00h09
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Crônica: Expectativas

 

Sai de casa para passear pela cidade de São Paulo e não encontrei nenhum ônibus na rua. Greve. Foi o primeiro pensamento que me veio à cabeça. Saco. Fui andando em direção a uma das maiores avenidas do país, a Avenida Paulista. Sinônimo de barulho, negócios, dinheiro. Vazia. Nem uma pessoa no caminho. Há espaço em todos os lugares, silêncio... Corro. Procuro alguém pelas ruas da cidade. Nada.

 

            Apenas um zum, zum, zum.... Tentei localizá-los, mas não achei. Parecia uma cidade deserta. Imaginei Raul Seixas e cantorolei “O dia que a terra parou”. Ridículo. Andei mais um pouco tentando decifrar o que estava acontecendo. Vi o Masp e pensei em entrar lá, conhecer as obras de arte sozinho, no silêncio, mas desisti rápido. Precisaria de um guia, pois não entendo nada de arte e muitas vezes, para mim, são apenas alguns rabiscos. Blecaute. Um livro escrito por Marcelo Rubens Paiva também veio na minha memória, quando todos os habitantes da terra ficam imóveis e apenas três estudantes ficam na cidade.

 

            Viajei. Pensei em entrar em lojas e pegar tudo que sempre quis. Péssima idéia. Nada confirmado ainda. Sentei. Esperei. Lembrei-me do terror propagado pelo PCC no último mês, só podia ser isso. Estava longe dos noticiários, jornais e qualquer outro veículo há semanas. Motivo? Revolta pessoal. Decidi andar mais um pouco. Estava caminhando a passos lentos. Concentrado em meus pensamentos, quando ouvi: Goooooolllllllll.......Copa do Mundo, Brasil um a zero. Estava explicado.

 

André Pereira Gonçalves

Que manda de São Paulo, direto para a comunidade do Orkut “Crônicas”



Escrito por Joel Minusculi às 00h04
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         A alma clamava enquanto as mãos acariciavam. O toque, mesmo sutil, transmitia para o coração a força mais avassaladora do universo. O corpo implorava e a essência já estava entregue. Caso se soubesse a textura dos anjos, certamente aquela seria a mais celestial.

 

         Ela estava ao ritmo da noite, enquanto ele seguia as batidas do coração. Conversa solta com os amigos vão, bebidas vêm, mas o que embriagava os sentidos dele era a simples presença dela. Tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe.

 

         Entre reggaes e rocks, a sinfonia que os ouvidos dele percebiam, em meio ao alvoroço da multidão, eram as palavras dela. E ninguém poderia ter noção da felicidade dele quando, além das palavras, a respiração dela tocava os ouvidos dele.

 

         Ali o mundo dele girava. Até que eles pararam, se acomodaram e contemplaram a noite. Ela estava cansada, ele também. Ela então recostou a cabeça contra a fria poltrona, mas quem a acolheu foi o calor da mão dele.

 

         Enquanto ele procurava um jeito de alcançar o coração dela, o seu toque deslizava sobre a pele macia do rosto dela. Ele explorava cada milímetro daquela face do paraíso, com aquela pequena colina, os lagos cristalinos e o pomar, que, mesmo sem ter provado, ele sabia que não haveria gosto mais doce.

 

         Ele acariciava e desviava cada fio de cabelo do rosto dela, com o mesmo cuidado que os artesãos esculpem o mais fino cristal. Os dedos dele, como crianças cheias daquela felicidade que não precisa de explicação, corriam pela imensidão daquele campo com cheiro de flores.

 

         Mas, assim como os dias, as noites também chegam ao fim. Tão subitamente e sem explicação, como um sonho interrompido, ela se levantou. Ele, talvez por devaneio dos sentidos, sentiu que ela não queria ir. Mas ela foi.

 

         E ela se deixou levar pelo outro, o cansaço. O outro a acompanhou até onde o corpo dela encontraria o descanso daquela noite. Ele se aproximou para se despedir, queria sussurrar algo no ouvido dela. Mas um simples beijo resumiu o desejo dele de boa noite.

 

         Depois disso, ele foi mais uma vez ao encontro da outra, a solidão. Velha amiga, que ele já compartilhou muitos momentos. Mas dessa vez, e por todas as outras, haveria uma certeza e mais alguém junto dele e da solidão: não importaria mais a distância, ela sempre estaria dentro do coração dele. Era o amor que ele sentia a força que girava seu mundo por ela.

 

Joel Minusculi
Que não quer comentar nada hoje



Escrito por Joel Minusculi às 00h35
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se você está feliz ao meu lado

 

sorria...
para que eu saiba,

chore...
para que eu a console,

 

brigue comigo...
para que eu me corrija,

me elogie...
para que eu cresça.

 

e assim,
terá me cativado

 

e eu
a amarei

 

Autor desconhecido

Que eu encontrei pela bloguesfera



Escrito por Joel Minusculi às 21h01
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Apenas para me sentir melhor

 

E eu não posso dizer mais nada

Nem se eu estou vindo ou indo

Isto não está como eu planejei

Eu tenho a chave para a porta

Mas não consigo abrí-la...

 

Eu sei, eu sei, eu sei

Parte de mim diz para deixar isso de lado

E a vida acontece por alguma razão

Eu não sei, eu não sei, eu não sei

Porque nunca funcionou antes

Mas dessa vez, dessa vez

Eu vou tentar qualquer coisa apenas pra me sentir melhor

 

E eu não posso encontrar meu caminho

Deus, eu preciso de uma mudança

Sim e eu vou fazer qualquer coisa apenas pra me sentir melhor

Qualquer pequena coisa, apenas pra me sentir melhor

 

Ela disse que eu preciso ser melhor

Eu estou no meio do mar da solidão

Eu estou com medo de afundar

Ela era a única que eu achava me conhecer

Mas ela é quem me ignora

E minha alma chora

 

Eu sei, eu sei, eu sei

Parte de mim diz vamos lá

Tudo tem seu tempo

Tudo tem seu preço

Indo e indo as coisas acontecem

Um dia de cada vez

Mas dessa vez,

Eu vou tentar qualquer coisa apenas pra me sentir melhor

 

Steve Tyler e Santana

Que cantam essa música no albúm All that I am



Escrito por Joel Minusculi às 20h36
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Conto

 

 

         Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.

 

         O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.

 

         Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em Seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

 

         Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula, ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.

 

         Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

 

         Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois.

 

         Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

 

Autor desconhecido
Que, reza a lenda, o conto foi escrito por uma aluna do curso de Letras, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) que obteve vitória em um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.



Escrito por Joel Minusculi às 13h05
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