Monitor de Mídia

Edição nº 89 Atualizado em 15/05/2006 Próxima edição: 31/05/2006
DIAGNÓSTICO A liturgia dos jornais Devido à herança religiosa herdada dos portugueses, o Brasil é um país predominantemente católico. Mesmo assim, como consta na Constituição, os brasileiros são livres para escolher e praticar suas crenças religiosas. Levando em conta este fato, este MONITOR DE MÍDIA observou como as diferentes crenças são retratadas pelos principais jornais catarinenses. A análise se deu sobre as edições de 21 de abril a 5 de maio, período pontuado por fatos de caráter religioso.
DE OLHO Impasse Brasil-Bolívia Marjorie Basso, Patrícia Wippel da Silva, Gabriela Forlin e Joel Minusculi avaliam a crise entre os vizinhos sul-americanos por conta de questões energéticas. Embora bastante distantes da fronteira, os jornais catarinenses acompanharam de perto os atritos entre as duas nações.
BOLA FORA Diário acerta o pé; Santa chuta a grama Sandro Galarça compara os cadernos de Esportes dos jornais do Grupo RBS em Santa Catarina e destaca alguns aspectos positivos e negativos desses produtos.
EM FOCO E os negros nos jornais? Marjorie Basso faz um relato de sua pesquisa sobre a visibilidade de afrodescendentes nos principais diários de Santa Catarina. A pesquisa está em curso, mas a experiência de fazer ciência a estudante já conta.
NA TV A mídia ao seu redor Nesta semana, o MONITOR NA MÍDIA enfoca os meios de comunicação regional, responsáveis pela informação imediata do que se passa no nosso entorno. Mídia Regional é o tema do nosso programa na TV: na terça, às 22h30, no canal 20 da Viacabo TV. Reapresentação na sexta, às 22 horas.
Visite: http://www.univali.br/monitor
Confira também o blog do Monitor: http://www.monitorando.zip.net
Escrito por Joel Minusculi às 11h08
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Dias sangrentos
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São Paulo – Domingo (14/05/2006) – O dia com maior número de ataques e mortes registradas durante a ação do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Brasil – Após 251 ataques do PCC a alvos policiais e civis, o saldo é de 115 mortos em 5 dias. Entre as vítimas: 71 suspeitos de ataques, 4 civis, 32 policiais e 8 carcereiros. Estes são os números da guerra urbana de São Paulo, de sexta-feira (13/05/2006) a segunda-feira (15/05/2006). Morreram mais pessoas nesse final de semana no Brasil do que no Iraque. (veja mais na Folha Online).
Londres - O vocalista do U2, Bono Vox, foi editor por um dia do diário britânico The Independent nesta terça-feira (16/05/2006). Nesta edição, assinou o editorial que, entre outras coisas, citou o presidente do Brasil no texto "Um desafio para o sr. Lula", onde diz que o presidente "sabiamente gravitou para o centro, prometendo um sólido comando da economia", em vez de desestabilizar o país com "reformas apressadas". Sobre a situação na capital paulista, disse que "se os eventos forem um anúncio do que está por vir, talvez seja motivo para diminuir o otimismo". Bono destacou, no entanto, que “Lula estava parcialmente certo quando atribuiu a violência à desigualdade social no Brasil e à falta de investimento em educação". (veja mais no Estadão).
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Eu não posso acreditar nas notícias hoje. Não posso fechar os olhos e fazê-las desaparecer. Quanto tempo teremos? Garrafas quebradas e corpos espalhados. Mas não vou atender ao clamor da batalha. Ela me irrita, me encurrala, me deixa com medo, nesse domingo sangrento. E a batalha está aí. Muitos já perderam. Mas me diga, quem vai ganhar? E é verdade, que somos imunes quanto o fato é ficção e a TV realidade. E hoje muitos choram enquanto outros morrem. A verdadeira batalha apenas continuou nesse domingo sangrento.
O trecho anterior não é o relato de um morador de São Paulo. Conversei com muitos amigos que estão lá e poderia ter ambientado a situação que eles viveram. Na verdade, este fragmento é da música “Sunday, bloody Sunday”, do grupo U2. A música foi o impulso da banda, no ano de 1983. A canção é alusão a um episódio marcante para os músicos, que são da Irlanda.
Era 30 de janeiro de 1972, um domingo. Soldados britânicos mataram 13 cidadãos desarmados que participavam de uma marcha pelos direitos civis em Derry, Irlanda do Norte. Esse evento ficou conhecido como Domingo Sangrento e acabou por estimular muitos jovens a se unirem ao Exército Republicano Irlandês - IRA e por fomentar um ciclo de 25 anos de violência.
Só espero que essa violência, que dura há muito tempo, não dure por mais tanto tempo quanto na Irlanda. Eu me pergunto onde estão os direitos humanos dos inocentes, que morrem pelas mãos de assassinos que possuem todas as leis para protegê-los e sustentá-los. No mais, nada mais. Até mais.
Joel Minusculi
Que acha muita coincidência entre muitas coisas, que tem certeza de que o clima de violência é apocalíptico e é grande fã do U2
Escrito por Joel Minusculi às 00h50
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Crônica de um sosltício de inverno
Quando a vida supera a morte
Por Joel Minusculi
Prefácio - Agradecimentos
Capítulo I – Começos
Capítulo II - Por entre as árvores
Capítulo III - Para aquecer a alma
Capítulo IV - A última noite do outono – Parte 1
Capítulo IV - A última noite do outono – Parte 2
Capítulo V - Depois da tempestade
Capítulo VI - À sombra da morte – Parte 1
Capítulo VI - À sombra da morte – Parte 2
Capítulo VII - Uma luz em meio às trevas – Parte 1
Capítulo VII - Uma luz em meio às trevas – Parte 2

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Categoria: Escrituraria
Escrito por Joel Minusculi às 15h41
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O começo da história - Parte 1
Quando a vida supera a morte é o primeiro (da série espero) conto baseado na história de Laucian Hollimion, meu personagem principal nas aventuras de RPG. Para quem não sabe, a sigla significa Rolling Playing Game, ou no bom português, Jogo de Interpretação de Personagens. Para quem quiser saber mais sobre o hobby, pode clicar aqui.
Os episódios passados na mesa de jogo foram agregados com meus primeiros passos no aprimoramento da minha escrita. O resultado é a soma de muita fantasia medieval (Senhor dos Anéis, Eragon, Discoword, entre muitos manuais de regras de RPG), ao som de Enya e com os roteiros desenvolvidos mentalmente, durante meus 40 minutos diários entre idas e vindas para a faculdade no ônibus.
Dediquei alguns momentos nessa semana para a redação. Sempre antes de dormir, assumi o compromisso de postar um capítulo. Inclusive na quarta-feira, em que passei a tarde redigindo textos para o trabalho e depois, à noite, fiz duas provas seguidas. Meu corpo clamava meus cobertores quentes, mas a minha vontade me impulsionou para o teclado a redigir.
Na sexta, o retorno da minha amiga Susan dos states resultou numa Super Pizza Gigante aqui no AP com a galera. E, quando dei por mim, já eram duas da matina. No sábado, estava carregado de trabalhos pendentes da faculdade. Mas mesmo assim, consegui escrever o resto da história.
Agora, para quem quiser, criei um link, alí ao lado, na coluna do blog, para o acesso rápido ao conto e seus capítulos.

(continua abaixo)
Escrito por Joel Minusculi às 15h02
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O começo da história - Parte 2
(continuação)
Queria deixar registrado também meus agradecimentos especiais para os que contribuiram para Quando a vida supera a morte :
Ao pessoal que fez parte do mundo real e do RPG (que irei repetir a cada vez que postar um conto deste tipo):
- Ivo Carlos Sasse: Eterno mestre de jogo, que me ensinou a caminhar dentro do mundo do RPG.
- Erick Luiz Sasse: O irmão de armas, tanto na vida real quanto com o anão Oskar (que irá aparecer nos próximos contos).
- Ismael S. Hillesheim: O cara mais sem criatividade que eu vi para nome de personagem! Brincadeiras a parte, o cara que trazia diversão na mesa de jogo.
- Pedro C. Júnior: Que infelizmente deixou o grupo no começo, mas rendeu muitas histórias legais.
- Yanko Mazzi: Que apesar da pequena indiferença com meu elfo, sempre foi um grande companheiro de aventuras.
- Felipi Baggio: O estopim da minha onda criativa naquele domingo para escrever este conto e um dos últimos companheiros a integrar o grupo.
- Todos aqueles que já sentaram à mesa junto comigo nas sessões de RPG: Fabrício, Everton, Fernando B., Fernando C., Afonso, Gabriel, Luís e a July (essa merece artigo feminino na frente, por ser a únicA).
Ao pessoal que faz parte da vida e do meu blog:
- Naiza Comel: Minha eterna veterana, que sempre consegue encontrar meus erros.
- Carolina L. Mello: Leitora assídua do meu blog.
- Bruna L. Dias: Que sempre marcou presença.
- Todos os outros que acompanharam os capítulos.
Assim uma lenda foi contada e um mito nasceu da imaginação.
Muito obrigado!
Joel Minusculi
Que não soube nomear este texto, já que “orelha” é dita para livros.
Escrito por Joel Minusculi às 14h57
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Dia das Mães!
E hoje é o dia em que dedico a frase deste post para a dona Maria Aparecia Minusculi (mais conhecida como a minha mãe). Infelizmente, não posso estar perto fisicamente dela hoje. Mas meu coração está lá na terrinha com ela.

Joel Minusculi
Que dedica este post a todas as mães que existem
Escrito por Joel Minusculi às 14h00
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Capítulo VII - Parte 1
Uma luz em meio às trevas
A noite mais longa do ano trazia consigo o maior sofrimento vivido pelos habitante da Floresta do Rubro Entardecer. Antes de a figura sombria sacramentar a morte dos sobreviventes, o filho de Hónorus teve o mesmo sentimento que o pai. Quando seu impulso de partir para cima do Necromante aflorou, o jovem foi envolto por braços firmes, que eram ao mesmo tempo quentes e acolhedores. Era Lenorah Hollimion, sua mãe.
O pior sofrimento para uma mãe é ver o filho morrer antes dela. Para que a vida, que eu já concebi uma vez, não termine antes do tempo, eu deixo a minha herança. Mesmo sem a força física do seu pai ou os ensinamentos mágicos do velho aldeão, eu intercedo para que os deuses façam o sofrimento da morte recair em dobro sobre mim, mas que nenhum mal impeça meu filho de viver, até o momento em que sua missão nesse mundo for cumprida. E onde quer que Hónorus e eu estivermos depois, que os passos de nosso filho sejam guiados por nosso amor. Disse a mãe, que segurou firme o filho, enquanto a nuvem profana emanada das mãos cadavéricas tirava vidas.
O filho sentiu o calor do corpo da sua mãe apagar, enquanto o abraço firme insistia em lhe proteger. E assim, como folhas no outono, os corpos caíram. Mas nessa primeira noite fria de inverno, um jovem coração ainda ardia em meio à destruição. Os pequenos punhos se fecharam, como se segurando o espírito de ódio e vingança. Todas as memórias retumbavam na cabeça do primogênito de Lenorah. A figura sombria olhou com espanto para aquele que se mantinha de pé, mesmo após um de seus mais malignos encantos. O jovem depositou o corpo desfalecido de sua mãe no chão, por onde já passaram muitas vidas.

(continua abaixo)
Escrito por Joel Minusculi às 12h58
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Capítulo VII - Parte 2
(continuação)
E, quando o solitário filho voltou sua atenção novamente para o portador das trevas, houve a luz. Ninguém até hoje sabe ao certo o que aconteceu naquele momento. Aqueles que perpetuam a história dizem que a noite se tornou dia. E dos milhares de invasores da floresta, não mais que de quantos são os dias do mês saíram de lá. Mas a mortalha ainda é vestida e nunca mais se ouviu falar daqueles que viviam na Floresta do Rubro Entardecer. Dizem que, se estiver na floresta no entardecer que precede o solstício de inverno, você pode ouvir o juramento de Lenorah e o brando de Hónorus.
Sobre o sobrevivente da invasão, sua história se tornou um conto, como os que sua mãe contava para embalar suas noites. E há uma resposta para o paradeiro do filho de Lenorah e Hónorus: na manhã seguinte, um velho nômade, que passava de carroça nas imediações da floresta, encontrou o elfo desacordado à beira da estrada. No mesmo instante, acudiu o jovem e percebeu não haver nenhum arranhão nele. O bálsamo curativo foi passado na pequena testa. Onde estou? Acordou indagando o pequeno sobrevivente. Você está vivo! Disse o velho Talude, que mais tarde se tornou o tutor do último morador da Floresta do Rubro Entardecer.
O nome do filho de Lenorah e Hónorus? Hoje ele segue pelo mundo, no encalço do mau. Os últimos boatos dizem que após aprender as artes mágicas na grande Academia Arcana, ele agora encontrou irmãos de batalha e formou um grupo de heróis para combater o mau pelo mundo. Seu nome é sussurrado nas tavernas e brandido pelos bardos aos reis. Seu nome é Laucian Hollimion.
E muitas outras histórias nasceram a partir deste fim, graças aos ensinamentos de Hónorus e a intervenção de Lenorah. Mas agora minha missão de contar esta história está cumprida. Que os deuses possam cruzar novamente nossos caminhos. E que as histórias se espalhem por todos os lugares, fluam por entre os seres e terminem nos ouvidos mais atentos, para assim continuar o ciclo, assim como o da vida.
Joel Minusculi
Que espera que os leitores desde blog gostaram desde conto
Escrito por Joel Minusculi às 12h57
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Capítulo VI - Parte 1
À sombra da morte
Muitas vezes, temos a impressão do mau ser inevitável. O último caçador, em meio a horda de inimigos, tinha a certeza do seu fim. Mas isso não o fez se entregar. Dos milhares da tropa invasora, seis das horrendas criaturas partiram para cima do líder da aldeia, como se para prendê-lo. E tão rápido quanto o bote de uma serpente, a lâmina de Hónorus foi desembainhada e separou duas cabeças de seus respectivos corpos.
Antes dos quatro remanescentes empunharem seus machados, o caçador girou sua espada com uma mão e a outra buscou algo no bolso direito do colete. Palavras mágicas foram entoadas. E a pequena bola de guano e enxofre foi arremessada, em direção às bestas que vinham para cima do caçador. Houve a explosão. Não havia mais nenhum dos seis orcs que investiram sobre Hónorus. E a clareira em meio à horda se expandiu.

(continua abaixo)
Escrito por Joel Minusculi às 01h33
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Capítulo VI - Parte 2
(continuação)
O ser envolto à mortalha observou, parado como uma lápide, os corpos dos orcs caídos e ardendo em chamas. Palavras numa língua morta foram ouvidas. Os corpos desfalecidos das bestas se ergueram, no mesmo instante que a mão direita esquelética da figura sombria se elevou. É inútil resistir! O meu poder sobrepõe até o limite da vida. E eu quero o segredo que vocês guardam! – sentenciou o Necromante, com sua voz que era capaz de tremer o mais forte coração.
Mesmo ofegante, Hónorus ergueu a cabeça em direção ao mago da morte. E as palavras saíram como o rugido de um leão: Enquanto minha espada brandir e meu coração portar os que eu amo. Enquanto o sopro da vida for até o último suspiro e meus sentidos me guiarem. Eu não irei desistir. Protegerei aqueles que merecem viver e não permitirei que o mal seja feito. O último caçador então partiu em direção ao mau que invadiu a vila.
Os golpes da lâmina eram inúteis. A figura sombria se esquivava como se feito de névoa. Mas o líder da aldeia continuava com forças sobrenaturais. Até que a mão do inimigo atravessou o lado esquerdo do peito de Hónorus. Mesmo forçado a se ajoelhar, o guerreiro se manteve de pé. Onde ele está? Sussurou com raiva o Necromante. Você sabe que não pode matá-lo. Disse o caçador apanhado, com um sorriso nos lábios. Besteira! Ele é apenas uma lenda. E vou eliminá-lo para provar que o meu poder é maior. Retrucou aos berros o portador da destruição da vila.
E enquanto o filho observava tudo pelo vitral do templo, o pai caiu com os olhos envergonhados ao primogênito. No mesmo instante que o sentimento de raiva subiu o corpo do jovem, a porta do templo foi arrombada. E assim, como o pavor, o lugar foi ocupado pelos soldados das trevas. Os sobreviventes foram reunidos no centro da vila. Quem de vocês é o “escolhido dos deuses”? Indagou o já exaltado mago da morte.
Sem resposta, enquanto mulheres e crianças menores choravam, as duas mãos esqueléticas se ergueram e a voz cadavérica bradou: Já que a vida que eu procuro não aparece, que não haja mais nenhuma vida! E como se fossem o néctar sugado de uma flor, as almas do grupo sobrevivente foram puxadas para o medalhão portado pelo emissário da morte. Todos os corpos caíram, menos um.
E o meu tempo se finda por hoje. Enquanto houver vida a morte não triunfará. Assim como se houver ouvintes, a história pelas era irá se propagar. Aos bons ouvintes, a história continua amanhã, assim como o ciclo da vida.
Joel Minusculi
Que pede mil perdões pelo atraso deste capítulo, pelos importunos da realidade ter o ocupado.
Escrito por Joel Minusculi às 01h32
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